O novo modelo de receituário eletrônico está trazendo mudanças para a rotina dos dentistas em 2026, mas nem tudo acontece ao mesmo tempo.
Os novos modelos de receitas impressas já precisam ser usados desde 18 de maio, enquanto a parte eletrônica, ligada ao Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR), tem prazo até 30 de setembro.
E é justamente aí que surgem as dúvidas: preciso mudar meus receituários agora? Posso continuar usando os antigos? O que muda em setembro? Meu sistema de prescrição está preparado?
Para ajudar você a organizar essas informações, neste artigo vamos explicar o que já mudou, o que ainda está por vir e como se preparar. Acompanhe!
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O que mudou nos receituários da Anvisa em 2026?
A RDC nº 1.000/2025 trouxe duas frentes de mudança que, embora relacionadas, seguem calendários diferentes.
A primeira frente já está em vigor: desde 18 de maio de 2026, os modelos atualizados de Notificação de Receita e de Receita de Controle Especial já devem ser usados nas novas impressões. Na prática, isso significa que o consultório não deve mais produzir blocos com os formatos anteriores.
Quem ainda tem receituários antigos em estoque, por outro lado, não precisa descartá-los automaticamente. A possibilidade de uso depende da versão, da data de impressão e da validade da prescrição.
A segunda frente ainda está em implementação: a emissão do modelo de receituário eletrônico, que depende da integração dos sistemas de prescrição ao Sistema Nacional de Controle de Receituários, o SNCR.
As demais regras de prescrição continuam valendo, já que a mudança para o meio eletrônico não elimina as exigências relacionadas aos medicamentos sujeitos a controle especial.
O que muda a partir de 30 de setembro?
Aqui está o ponto que mais gera confusão entre dentistas e que precisamos deixar muito claro: o dia 30 de setembro de 2026 marca o prazo para a Anvisa disponibilizar as funcionalidades eletrônicas do SNCR, e não uma nova mudança nos modelos impressos.
Até essa liberação, o modelo de receituário eletrônico simplesmente não pode ser emitido por nenhum sistema de prescrição, porque a numeração nacional e o registro de utilização dependem diretamente do SNCR.
Quando o sistema for liberado, as plataformas de prescrição que já estiverem integradas poderão oferecer a emissão eletrônica das Notificações de Receita A, B e B2, das notificações para retinoides sistêmicos e talidomida, das Receitas de Controle Especial e das receitas sujeitas à retenção.
O que é o SNCR e qual é sua relação com o receituário eletrônico?
SNCR significa Sistema Nacional de Controle de Receituários. Em termos simples, ele funciona como uma estrutura nacional para organizar e controlar a numeração dos receituários utilizados na prescrição de medicamentos sujeitos a controle especial.
A ideia é deixar o processo mais organizado e rastreável. Em vez de cada local trabalhar isoladamente com sua própria lógica de numeração, o sistema cria uma base nacional para esse controle.
É justamente aí que entra o receituário eletrônico odontológico.
Quando as funcionalidades estiverem disponíveis, os sistemas de prescrição poderão se integrar ao SNCR para realizar as etapas previstas para a emissão e o registro dos documentos.
Vale destacar que o receituário eletrônico Anvisa precisa seguir as regras definidas para esse novo fluxo e utilizar a integração adequada com o SNCR.
Isso significa que uma receita preenchida e assinada, seja manualmente ou no computador, e posteriormente digitalizada não se enquadra na categoria de receituário eletrônico.
Quais são os modelos de receituários disponibilizados pela Anvisa?
A Anvisa organiza os documentos de prescrição controlada em categorias específicas, cada uma com finalidade própria. Conhecer essas categorias ajuda o dentista a identificar rapidamente qual formulário utilizar em cada situação clínica.
Tipo de receituário
Finalidade
Formato
Situação em 2026
Observação para o dentista
Notificação de Receita A
Medicamentos da lista A (entorpecentes/psicotrópicos)
Físico (eletrônico após liberação do SNCR)
Modelo impresso atualizado obrigatório desde 18/05/2026
Numeração solicitada à Vigilância Sanitária local
Notificação de Receita B/B2
Medicamentos psicotrópicos da lista B
Físico (eletrônico após liberação do SNCR)
Modelo impresso atualizado obrigatório desde 18/05/2026
Uso comum em prescrições odontológicas de ansiolíticos
Notificação de Receita A veterinária
Medicamentos controlados de uso animal
Físico
Segue o mesmo cronograma dos demais modelos
Fora do escopo direto da rotina odontológica
Notificação especial (retinoides sistêmicos)
Medicamentos à base de retinoides
Físico (eletrônico após liberação do SNCR)
Modelo atualizado vigente
Uso pontual em odontologia, conforme indicação clínica
Notificação de talidomida
Medicamentos à base de talidomida
Físico (eletrônico após liberação do SNCR)
Modelo atualizado vigente
Controle rigoroso de dispensação
Receita de Controle Especial
Medicamentos das listas C1 e C5 e adendos
Físico (eletrônico após liberação do SNCR)
Modelo atualizado vigente, formulário mais utilizado pelo dentista
É a receita de controle especial mais comum na prática clínica odontológica
Todos esses documentos, quando emitidos em meio eletrônico, seguirão o mesmo modelo de receituário eletrônico definido pela Anvisa, sem variações por especialidade.
Como funciona o novo receituário para impressão?
Se a prescrição for feita em papel, o dentista precisa utilizar o modelo físico correspondente e seguir as exigências estabelecidas pela Anvisa e pela autoridade sanitária responsável.
E, nesse caso, guardar um arquivo antigo no computador e utilizá-lo como modelo permanente pode levar o consultório a imprimir uma versão que já não está vigente.
O modelo pode ser personalizado?
Não. Os modelos disponibilizados pela Anvisa seguem um padrão nacional e não podem ser alterados na diagramação, nos campos obrigatórios ou nas informações estruturais do documento.
A padronização existe justamente para garantir que qualquer farmácia do país reconheça e valide a receita, independentemente do sistema ou da gráfica que a produziu.
Posso imprimir meu próprio receituário?
Sim, desde que sejam observadas a numeração fornecida pela autoridade sanitária competente e as regras de impressão vigentes.
A numeração da Notificação de Receita continua sendo solicitada à Vigilância Sanitária local, mesmo com o novo modelo em vigor.
Utilizar um modelo revogado, mesmo que a diagramação pareça semelhante, é motivo de recusa na dispensação.
Como funciona o receituário eletrônico da Anvisa?
O modelo de receituário eletrônico foi pensado para funcionar conectado ao SNCR. O sistema utilizado para fazer a prescrição deverá seguir os requisitos técnicos definidos pela Anvisa e realizar a integração necessária com o sistema nacional.
Por isso, não basta apenas ter um software odontológico para emitir receita eletrônica. É importante saber se a plataforma está preparada para acompanhar a implementação determinada pela Anvisa.
O que muda para o dentista?
A principal mudança está no processo.
O principal impacto para o profissional será a emissão da receita diretamente pelo sistema de prescrição utilizado no consultório, com assinatura eletrônica qualificada, padrão ICP-Brasil, e numeração individual concedida pelo SNCR.
Na prática, isso significa menos procedimentos manuais e maior rastreabilidade.
Como funciona o QR Code?
Nas Notificações de Receita eletrônicas, o QR Code ajuda a consultar o documento no SNCR.
A Anvisa determina que o código direcione para a página de consulta do sistema, utilizando a numeração correspondente à Notificação de Receita.
Assim, o QR Code não é apenas um recurso gráfico. Ele faz parte da estrutura de verificação e rastreabilidade do documento.
O modelo eletrônico pode ser alterado?
Assim como acontece com os modelos impressos, não é permitida a customização do modelo de receituário eletrônico.
O documento deve seguir integralmente o padrão disponibilizado pela Anvisa, o que inclui campos, numeração e a estrutura de validação via QR Code.
Receituário impresso x receituário eletrônico: qual é a diferença?
Compreender as diferenças entre o receituário impresso e o receituário eletrônico é muito simples.
Em primeiro lugar, o impresso é físico, em papel, é obrigatório e está em uso, enquanto o eletrônico é nato digital, gerado dentro de um sistema e depende da liberação das funcionalidades do SNCR.
Em segundo lugar, o modelo físico exige impressão em gráfica ou sistema autorizado, enquanto o eletrônico dispensa impressão, mas pode ser exibido em tela ou impresso apenas para conferência, sem função de validação.
O que o dentista precisa fazer para se adequar?
Não é necessário transformar a rotina do consultório de uma hora para outra. A seguir, elaboramos um checklist prático, pensado para caber na rotina de quem já tem a agenda cheia de pacientes:
Confira se está usando o modelo atualizado
Acesse a página oficial da Anvisa e compare os documentos utilizados no consultório com os modelos atualmente disponíveis.
Se precisar fazer uma nova impressão, não use como referência um arquivo antigo salvo no computador.
Verifique como seu sistema será integrado
Se o consultório utiliza software de prescrição, acompanhe as atualizações fornecidas pela empresa.
Pergunte, se necessário, como a plataforma está se preparando para a integração com o SNCR.
Confira seus dados e numerações
Mantenha os dados necessários à emissão dos documentos atualizados e acompanhe os procedimentos definidos pela autoridade sanitária.
A numeração tem papel importante no sistema nacional de controle e rastreabilidade dos receituários.
Acompanhe a Anvisa e a Vigilância Sanitária
Essa última etapa merece entrar na rotina. Isso porque a regulamentação pode receber atualizações e esclarecimentos, enquanto alguns procedimentos dependem da autoridade sanitária competente.
Prepare o seu consultório para o novo modelo de receituário eletrônico
A rotina de prescrição do dentista em 2026 tem duas camadas que precisam ser lidas separadamente: os novos modelos de receituários impressos, já obrigatórios desde 18 de maio, e o modelo de receituário eletrônico, que depende da liberação das funcionalidades do SNCR até 30 de setembro.
Para acompanhar essa transição com mais praticidade, o cirurgião-dentista também pode contar com a tecnologia. O Simples Dental, software odontológico parceiro da Dental Cremer | Henry Schein, reúne recursos para tornar a rotina do consultório mais digital e organizada, como prontuário eletrônico, gestão financeira, receituário digital e muito mais.
Quer facilitar a gestão do seu consultório e se preparar para as mudanças previstas pela RDC nº 1.000/2025? Conheça o Simples Dental.
FAQ- Principais dúvidas sobre o receituário eletrônico em 2026
O que mudou no receituário para dentistas em 2026?
Os novos modelos de receituários impressos passaram a ser obrigatórios para novas impressões em 18 de maio de 2026. Além disso, a Anvisa prepara a implementação das funcionalidades eletrônicas integradas ao SNCR.
Qual é o novo modelo de receituário da Anvisa?
A Anvisa disponibilizou modelos atualizados para diferentes tipos de receituários sujeitos a controle especial. Os modelos físicos devem seguir a versão oficial vigente, enquanto os eletrônicos também precisam respeitar o padrão definido pela Agência.
Quando o receituário eletrônico passa a funcionar?
A Anvisa estabeleceu 30 de setembro de 2026 como prazo para disponibilização das funcionalidades eletrônicas do SNCR. A implementação depende da integração dos sistemas de prescrição à plataforma nacional.
O que muda em 30 de setembro de 2026?
A data está relacionada à disponibilização das funcionalidades eletrônicas do SNCR. Ela não representa o início da obrigatoriedade dos novos modelos impressos, que já estão vigentes desde 18 de maio de 2026.
Os novos modelos de receituário impresso já são obrigatórios?
Sim. Os novos modelos físicos são obrigatórios para novas impressões desde 18 de maio de 2026. As versões anteriores não podem mais ser utilizadas como referência para novas impressões.
Posso continuar usando o modelo antigo de receituário?
Não para novas impressões. Receituários antigos que já estavam impressos seguem regras específicas de utilização. Antes de usá-los, confira a data de impressão e as orientações atuais da Anvisa.
Onde encontrar os modelos de receituários da Anvisa?
O SNCR é o Sistema Nacional de Controle de Receituários. Ele organiza a numeração e o controle dos receituários utilizados para medicamentos sujeitos a controle especial, contribuindo para a rastreabilidade desses documentos.
Todo receituário odontológico será eletrônico?
Não. O receituário físico continua existindo. A regulamentação estabelece regras para emissão eletrônica, mas não transforma automaticamente todos os receituários utilizados na odontologia em documentos digitais.
O modelo de receituário eletrônico pode ser personalizado?
Não. Os modelos eletrônicos disponibilizados pela Anvisa devem seguir o padrão oficial e não podem ser modificados livremente pelo profissional ou pelo sistema de prescrição.
Como a Dental Cremer | Henry Schein ajuda o cirurgião-dentista a se adequar?
A Dental Cremer | Henry Schein oferece o Simples Dental, software odontológico voltado à gestão e à rotina do consultório, que possui prontuário eletrônico, receituário digital, entre outros recursos para facilitar o dia a dia de cirurgiões-dentistas. Conheça o Simples Dental.
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