As resinas compostas são um dos materiais mais utilizados nas restaurações dentais e podem ser encontradas em diferentes versões, com propriedades e indicações específicas para cada tratamento.
Podem ser híbridas, nano-híbridas, micro-híbridas, flow, universais etc., e muitas vezes fica difícil escolher um material que atenda às necessidades do caso, com a qualidade necessária e que esteja dentro do orçamento da clínica.
Pensando nisso, criamos este guia. Nele, você vai entender como escolher a resina mais adequada para a prática clínica, conhecer as principais opções de resinas compostas, suas características e o que avaliar na hora da compra. Acompanhe!
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O que considerar antes de escolher uma resina composta?
A escolha da resina deve envolver uma série de fatores, começando pelo local do dente e se há uma carga mastigatória envolvida, assim como a estética necessária e o tempo disponível para realizar a restauração.
Entenda melhor cada um deles:
Região do dente e demanda clínica
Restaurações anteriores e posteriorestêm necessidades diferentes e isso deve ser considerado na hora de escolher a resina composta.
Nos dentes anteriores, geralmente são utilizadas resinas com certas propriedades estéticas, como translucidez, opacidade e capacidade de mimetizar os tecidos dentários.
Nos dentes posteriores, por outro lado, a prioridade é a resistência, já que molares e pré-molares recebem uma carga maior durante a mastigação.
Demanda estética
Como vimos, as restaurações estéticas exigem atenção às propriedades ópticas das resinas.
Por isso, é importante avaliar certas características, como cor, translucidez, opacidade, fluorescência, opalescência, assim como a capacidade de acabamento e polimento do material.
Além disso, para casos nos quais reproduzir as características naturais dos dentes se torna um desafio, uma opção é utilizar a técnica de estratificação, combinando resinas com diferentes níveis de opacidade e translucidez para reproduzir os tecidos.
Demanda mecânica
A resistência ao desgaste, às cargas e outras propriedades mecânicas também são fatores que influenciam na decisão do material, principalmente para dentes em áreas submetidas a uma maior carga oclusal.
Nesse caso, indica-se conferir a composição e as propriedades mecânicas de cada resina. Compósitos que possuem uma quantidade maior de partículas inorgânicas, como as resinas nano-híbridas, geralmente são mais resistentes.
Técnica e tempo clínico
A técnica restauradora utilizada e a rotina clínica também são fatores relevantes na escolha da resina odontológica.
Nesse sentido, vale considerar a consistência do material, a facilidade de manipulação e de escultura e como ele se adapta à cavidade, já que todas essas características podem influenciar o tempo de cadeira.
Quer economizar tempo clínico? As resinas Bulk Fill podem ser boas opções, pois são inseridas em incrementos únicos, o que ajuda a reduzir etapas durante o procedimento restaurador.
Qual tipo de resina faz para o meu caso?
Para cada caso clínico, existe um tipo de resina que desempenha melhor determinada função. Veja a seguir:
Para restaurações anteriores
Para dentes anteriores, é preciso buscar materiais com boas propriedades ópticas, variedade de cores e opacidades e bom polimento.
As resinas nano particuladas e nano-híbridas são algumas das mais indicadas para esse tipo de restauração, pois combinam resistência mecânica, polimento e longevidade de brilho para entregar resultados satisfatórios.
Para restaurações posteriores
Já nas restaurações em dentes posteriores, a resistência ao desgaste e às cargas oclusais é fundamental, portanto, o foco são os compósitos com boas propriedades mecânicas.
Nesses casos, é possível utilizar resinas micro-híbridas, nano-híbridas, assim como as Bulk fill.
Para quem busca simplificar a seleção de cor
As resinas universais, monocromáticas ou que trabalham com sistemas de cores simplificados podem facilitar a etapa de seleção de cor, já que permitem o uso de uma única cor de resina para diferentes dentes.
Algumas delas possuem o chamado “efeito camaleão” ou adaptação dinâmica de cor, que é a capacidade de mimetizar a cor do substrato dental sobre o qual é aplicada.
Para casos que exigem estratificação
Nas técnicas de estratificação, a melhor opção são as resinas que possuem diferentes opacidades, incluindo dentina (mais opaca), esmalte (mais translúcida), corpo (intermediária) e efeito, usada para reproduzir regiões ou características específicas.
A proposta é chegar o mais próximo possível da anatomia, da cor e da translucidez natural do dente, a partir da aplicação de várias camadas. As massas podem ser combinadas conforme as particularidades do caso e a técnica de preferência do profissional.
Para restaurações em que a otimização do tempo clínico é prioridade
Para casos em que o tempo é um fator importante, as resinas do tipo Bulk Fill podem acelerar o procedimento restaurador, como na clínica de odontopediatria ou nos tratamentos de idosos e pacientes especiais.
Dependendo do material, é possível inserir incrementos únicos de 4-5 mm, o que significa menos camadas para preencher a cavidade.
Contudo, é preciso ficar atento à indicação, à espessura máxima do incremento, à profundidade de cura e às outras recomendações do fabricante.
Conheça as resinas disponíveis na Dental Cremer | Henry Schein
Na Dental Cremer | Henry Schein, temos um portfólio completo de resinas compostas para atender a todas as necessidades dos procedimentos restauradores.Trabalhamos com materiais para estética, uso universal, dentes posteriores, técnicas de estratificação e procedimentos com Bulk Fill.
Conheça as principais:
SureFil SDR Flow Universal
Para procedimentos em que a otimização do tempo clínico é importante, a SureFil SDR Flow Universal, da Dentsply Sirona é uma resina Bulk Fill fluida e autonivelante, que permite trabalhar com incrementos de até 4 mm.
Entre suas indicações está o uso como base em restaurações de Classes I e II, além de outras aplicações previstas pelo fabricante. Em restaurações posteriores, deve ser realizado o recobrimento oclusal com um compósito adequado, conforme instruções de uso.
Além de fácil de se manipular, ela tem ótima capacidade de polimento e um sistema de cores que simplifica a seleção da tonalidade no dia a dia.
TPH Spectrum
Outra opção para diferentes situações clínicas é a TPH Spectrum, da Dentsply Sirona. De uso universal, é indicada para restaurações diretas em dentes anteriores e posteriores, incluindo cavidades de Classes I, II, III, IV e V.
Com diferentes opções de cores, ela pode fazer parte da rotina de cirurgiões-dentistas que buscam um material versátil para os casos diários.
IPS Empress Direct
Quando a reprodução das características naturais dos dentes ganha maior importância, a IPS Empress Direct, da Ivoclar oferece diferentes cores e níveis de translucidez para restaurações estéticas em dentes anteriores e posteriores.
Essa variedade permite combinar massas com diferentes propriedades ópticas, o que torna a resina especialmente interessante para técnicas de estratificação e casos de maior demanda estética.
Tetric N-Ceram
Para a rotina restauradora, a Tetric N-Ceram, da Ivoclar é uma resina nanohíbrida universal indicada para restaurações em dentes anteriores e posteriores.
Além das restaurações de Classes I a V, suas indicações incluem aplicações como facetas diretas, restaurações em dentes decíduos e reparos de restaurações de compósito e cerâmica, de acordo com as recomendações do fabricante.
Gradia Direct
A Gradia Direct, da GC é uma resina híbrida de micropreenchimento que pode ser utilizada em restaurações anteriores e posteriores.
Um dos diferenciais da linha é a possibilidade de trabalhar com abordagens mais simples ou combinar diferentes tonalidades e translucidezes.
Assim, o profissional pode realizar desde restaurações monocromáticas até técnicas multicromáticas, conforme as necessidades estéticas do caso.
Gradia Direct LA-X
Dentro da mesma linha, a Gradia Direct LA-X, da GC amplia as possibilidades de escolha de cores e características ópticas da Gradia Direct.
Com esse compósito, mais de 90% das restaurações (excluindo Classe IV) podem ser feitas com uma única cor.
A formulação apresenta propriedades mecânicas voltadas às regiões submetidas às tensões oclusais, sendo uma alternativa para restaurações posteriores quando resistência e desempenho mecânico estão entre as características priorizadas.
Elóra APS
A Elóra APS, da FGM é uma resina nanohíbrida de uso universal, indicada para restaurações diretas de todas as classes em dentes anteriores e posteriores.
Seu uso também abrange recontorno estético, fechamento de diastemas, construção de núcleos, restaurações indiretas e semidiretas e reparos.
A linha conta ainda com diferentes níveis de translucidez, o que aumenta as possibilidades de reconstrução.
Filtek Z350 XT
A Filtek Z350 XT, da Solventum é uma resina nanoparticulada universal que pode ser utilizada em restaurações anteriores e posteriores, inclusive em superfícies oclusais.
A variedade de cores e opacidades permite trabalhar tanto em procedimentos restauradores cotidianos quanto em casos que exigem maior controle estético e técnicas de estratificação.
A resina também é indicada para as técnicos envolvendo núcleos de preenchimento, esplintagem e para restaurações indiretas.
Estelite Omega
Para situações que exigem maior atenção à reprodução das características ópticas dos dentes, a Estelite Omega, da Tokuyama conta com diferentes massas e efeitos que permitem trabalhar cor, translucidez e anatomia durante a estratificação.
Esse sistema pode ser utilizado em restaurações anteriores e posteriores, facetas diretas, fechamento de diastemas e reparos de resina composta e cerâmica.
Forma
A Forma, da Ultradent é uma resina nanohíbrida universal indicada para restaurações anteriores e posteriores.
Além de boas propriedades estéticas e mecânicas, oferece consistência ideal para a manipulação e a escultura.
Suas diferentes massas também permitem adaptar a técnica ao caso clínico; é possível realizar abordagens mais simplificadas e até restaurações com estratificação.
Como montar uma gaveta de resinas para a rotina clínica?
A verdade é que não há uma única combinação de resinas que funcione para todos os consultórios ou dentistas.
É preciso entender quais procedimentos fazem parte da sua rotina e como cada material poderá ser utilizado, considerando as técnicas utilizadas e suas preferências profissionais.
Para o dia a dia, vale investir em uma resina universal, que atende muito bem restaurações anteriores e posteriores, conforme cada indicação.
Entre as opções, temos as resinas nano-híbridas e nanoparticuladas, mas é importante conferir as indicações e características de cada material.
Em posteriores, por exemplo, as resinas Bulk Fill podem complementar o estoque quando essa técnica fizer parte do seu dia a dia.
Já para quem trabalha com estratificação, vale a pena ter massas com diferentes níveis de opacidade e translucidez, como as resinas de dentina, esmalte e translúcidas, conforme o sistema restaurador de escolha.
Antes de colocar uma nova resina na gaveta, a dica é se perguntar:
Essa resina oferece uma indicação que eu ainda não tenho?
Tem uma nova opacidade, consistência ou técnica de inserção?
Ou ela só repete a função de um material que eu já uso?
O que considerar antes de comprar uma resina composta?
Para facilitar a escolha, criamos este checklist:
Indicação clínica: confira em quais dentes e regiões a resina pode ser utilizada, conforme as informações do fabricante e o modelo escolhido;
Sistema de cores: verifique as cores, opacidades e massas oferecidas e se há possibilidade de trabalhar com a técnica de estratificação;
Consistência: a resina pode ser convencional ou do tipo flow, mais fluida, e isso influencia na aplicação e manipulação do material;
Facilidade de escultura: essa característica é importante quando se deseja reproduzir a anatomia natural do dente e os detalhes oclusais;
Propriedades ópticas: translucidez, opacidade, fluorescência e opalescência devem ser avaliadas conforme exigência estética da restauração;
Propriedades mecânicas: a resistência ao desgaste e às cargas mastigatórias também deve ser considerada na escolha, principalmente em posteriores;
Polimento: observe o acabamento e polimento e se o material mantém o brilho e a lisura superficial ao longo do tempo;
Profundidade de cura: quando for o caso, verifique qual espessura de incremento pode ser fotopolimerizada, seguindo as recomendações do fabricante;
Compatibilidade com a técnica utilizada: veja se a resina é adequada à técnica restauradora que você costuma usar no dia a dia;
Frequência de uso: pense nos tipos de restauração, cores e materiais que aparecem com mais frequência nos atendimentos para priorizá-los na hora de repor o seu estoque.
Perguntas frequentes sobre escolha de resinas compostas
Qual a diferença entre resina convencional e Bulk Fill?
A principal diferença está na técnica de inserção. As resinas convencionais geralmente são aplicadas em incrementos menores, já as resinas do tipo Bulk Fill são inseridas em incrementos maiores, de até 4 ou 5 mm.
Preciso ter várias marcas de resina composta no consultório?
Não. O mais importante é ter resinas que supram as necessidades dos procedimentos realizados com maior frequência no consultório. E isso pode variar conforme a indicação, as cores, as propriedades e as técnicas utilizadas pelo dentista.
Resina nanohíbrida é melhor que micro-híbrida?
Não necessariamente. Cada material tem propriedades específicas e isso deve ser considerado na hora de escolher a resina. As micro-hibridas têm partículas de diferentes tamanhos, são resistentes e estéticas, mas podem perder o brilho ao longo do tempo devido às partículas maiores. Já as nanohíbridas têm partículas menores e mais regulares, oferecendo uma superfície mais lisa e um melhor polimento.
A quantidade de carga influencia na resistência da resina?
No geral, quanto maior a concentração de carga (partículas inorgânicas como quartzo, sílica, vidro), maior é a resistência mecânica. Mas esse não é o único fator que deve ser avaliado, pois a distribuição das partículas, a matriz e a composição geral da resina também podem influenciar nessa característica.
O tamanho das partículas influencia no polimento da resina?
Sim. O tamanho e a distribuição das partículas acabam influenciando a lisura e o polimento da resina. Materiais com partículas menores, como as resinas nanoparticuladas e microparticuladas, por exemplo, costumam apresentar boa capacidade de polimento e brilho.
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